domingo, 22 de agosto de 2010

De perto, ninguém é normal

Trabalho em 17.08.2010

Metodologia de trabalho:


  • Divisão da turma em grupos de seis cursistas;
  • Determinação de um relator e de um redator;
  • Discussão acerca das duas questões propostas pelo Módulo I
Provocações:


Qual a freqüência de doenças neurológicas nas instituições que vocês atuam?
Como as instituições em que vocês atuam lidam com o tema das doenças neurológicas dentro e fora da sala de aula?A freqüência das doenças neurológicas é maior na Escola Pública ou Privada?
Concluiu-se que ambas enfrentam problemas da mesma natureza. Todavia, aparentemente, na escola particular, o aluno que demonstra características que não se enquadram no “NORMAL”, é excluído por meio da repetência. Mas, antes disso, segundo relatos, é dada a oportunidade de uma “2ª chance”. Resta saber qual a foco desta “chance”:


  • beneficiar este aluno e, nesse caso, como a escola, a família e o próprio educando se estruturam para isso?
  • beneficiar a escola nas avaliações externas?
Por sua vez, a partir da Universalização do Ensino, inclusão é uma realidade, não, uma questão de escolha. Entretanto, a mesma falta de preparo para lidar com os casos apresentados na escola particular ocorre também na escola pública. Infelizmente, a graduação não prepara o profissional de ensino para a inclusão.

A partir da inclusão, qual o papel da escola?


  • Levantar os registros médicos do aluno a fim de se inteirar acerca da sua necessidade especial e respectivas especificidades. Porém: o registro médico depende da atuação da família nesse aspecto, por exemplo, os responsáveis legais pelo aluno já buscaram profissionais da área médica a fim de levantar um diagnóstico?
  • Observar o aluno a fim de perceber como se dá sua interação com o meio escolar apesar ou de acordo com sua necessidade educacional especial.
  • A partir daí, elaborar estratégias de ensino específicas considerando-se com as competências e habilidades apresentadas pelo aluno, observando-se as expectativas de aprendizagens adequadas para o ano e ciclo em que o referido educando se encontra.
Ótimo, tudo lindo, mas e se...


... o aluno não tiver um diagnóstico que aponte uma necessidade educacional especial, ou sequer tiver um diagnóstico, apesar de o professor saber que algo em seu desenvolvimento bio-psico-social destoa do que é comum ao restante do grupo em que ele se insere?


Em ambos os casos, é imperativo levantar as seguintes questões:


  • Como vou ensinar?
  • O que ensinar
  • Por que ensinar?
  • Que habilidades estão sob a superfície do comportamento especial que ele apresenta?
LDB

TÍTULO II

Dos Princípios e Fins da Educação Nacional

Art. 2º. A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.


Percebe-se que, longe de oferecer respostas, esta atividade suscitou mais dúvidas, senão vejamos:
  • O que é uma doença neurológica?
  • Ser “especial” em relação a um padrão do normal. Mas o que ser “normal”?
  • É necessário fazer o aluno especial “avançar”, mas a Física estabelece que só avançamos ou retrocedemos em relação a um referencial. O referencial de expectativas de aprendizagem contempla todas as hipóteses de avanço que um aluno com necessidades especiais pode desenvolver?
  • como preparál-o para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho?